A nutrição da Cubo Mágico olha pra relação da criança com a comida com atenção especial à seletividade alimentar — uma queixa muito comum em famílias de crianças com TEA e TGD.
A avaliação nutricional levanta histórico alimentar, restrições e possíveis carências. Quando a seletividade é significativa, a nutricionista trabalha em conjunto com a equipe de terapia alimentar pra ampliar aos poucos os alimentos aceitos, sem forçar a criança.
Nas refeições, o mais útil não é medir a família pela quantidade de alimentos no prato. É entender o contexto: quais itens a criança aceita, se recusa acontece antes de provar ou depois de sentir cheiro e textura, como estão as refeições na escola e se há orientações médicas anteriores. Um registro simples da rotina alimentar, quando a família conseguir fazer, pode ajudar nessa conversa. A nutricionista avalia necessidades nutricionais e crescimento; quando a dificuldade envolve medo, textura, mastigação, postura ou grande estresse à mesa, a discussão pode incluir outras áreas da equipe. Não existe cardápio universal para TEA: recomendações e metas dependem da história e da avaliação individual.
Seletividade alimentar severa costuma precisar do trabalho em conjunto entre nutrição e terapia alimentar — a nutricionista olha o lado nutricional e a equipe de terapia alimentar amplia o repertório de alimentos.
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Não existe uma dieta universal comprovada — a avaliação é sempre individual, baseada na história e nas necessidades reais de cada criança.
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